MomenTUm


"A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério.
Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras."
( Albert Einstein )


sábado, 30 de junho de 2012

Crônica: O Mundo Não é Maternal


É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco. O mundo não se importa se estamos desagalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito. Mãe tb quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba. O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa. O mundo quer nosso voto mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára pra nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego. Para o mundo, quem menos corre voa. Quem não se comunica se trumbica. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas. Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo. Mãe é de graça.

 *Martha Medeiros*.

Nem tudo é fácil


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
 É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.
 É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
 É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
 É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
 É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
 É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
 É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
 Se você errou, peça desculpas… É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado? Se alguém errou com você, perdoa-o…
 É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender? Se você sente algo, diga… É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar? Se alguém reclama de você, ouça… É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você? Se alguém te ama, ame-o…
 É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz? Nem tudo é fácil na vida…Mas, com certeza, nada é impossível Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!

Cecília Meireles

sábado, 23 de junho de 2012

Vários sentimentos




Existem vários sentimentos
Cada um tem sua aparência
Cada um com sua expressão
E triste ver uma lagrima nos olhos
Mas é lindo ver um sorriso no rosto
Quando se ama ,tem carinho
Quando tem carinho,é porque  existe amor
O ciúmes um sentimento de posse
As vezes intolerante
Outras vezes uma forma de dizer te amo...
O ódio e um sentimento mesquinho
Onde a ódio,não a paz
O amor e lindo transforma a
alma ,deixa o coração palpitar
O sentimento mais lindo
É saber e ensinar a "amar"



Autor: Celi Luzzi

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O sol voltará...aprenda com a dor.


Recebi de uma amiga querida ,e gostaria de partilhar com vocês.

 Agradeço aos meus momentos de silêncio pois com eles aprendí que o som é muito mais que palavras... Agradeço as minhas decepções amorosas pois com elas aprendí a entender e valorizar emoções profundas... Agradeço aos meus falsos amigos pois com eles entendí o signficado da palavra "verdadeira amizade"... Agradeço aqueles que me fizeram chorar pois com eles aprendí a valorizar meu sorriso... Agradeço aos meus dias de chuva pois com eles aprendí a entrar no turbilhão de minhas emoções... Agradeço a minha ansiedade pois com ela entendí que tudo a um tempo certo para acontecer... Agradeço aos meus momentos de ignorância pois com eles entendí a importância do conhecimento... Agradeço aqueles que fizeram de mim um nada pois com eles aprendí quão doloroso pode ser o julgamento... Agradeço as minhas quedas pois com elas aprendí que levantar é estar mais forte... Agradeço as vezes que fui julgada pois com isso aprendí a ser consistente e benevolente com eu próximo... Agradeço aqueles que me feriram pois com eles aprendí a recomeçar melhor... Agradeço aqueles que um dia, me abandornaram pois com eles aprendí a valorizar e respeitar meus amigos... Agradeço meus momentos de tristeza e dor pois com eles aprendí a valorizar a benção da alegria... Agradeço pelos momentos tolos pois entendí que a tolice pode ser um estado constante... Agradeço pelos meus erros pois entendí que o problema é persistir neles... E simplesmente agradeço por agora entender o quê é relamente agradecer!

 (Autor desconhecido)

domingo, 29 de abril de 2012

A Bagagem


Existe um personagem de desenhos animados infantis que tem um certo toque de mistério e magia. Seu nome é Gato Félix. A todo lugar que vá, ele leva a sua maleta. É umamaleta especial, pequena. E tudo o que ele deseja, tira da dita maleta. Se for hora do lanche, ele encontra frutas, sanduíches e sucos. Se necessitar fazer um conserto, as ferramentas lá estão. Sempre as certas e precisas. Se chover de repente, basta abrir a maleta para encontrar capa, guarda-chuva, botas. E assim em qualquer situação. Cada um de nós também possui uma pequena mala de mão, em nossa vida, mais ou menos parecida com a do personagem infantil. Quando a vida começa, temos em mãos a pequena mala. À medida que os anos passam, a bagagem, dentro dela, vai aumentando. É que vamos colocando tudo o que recolhemos pelo caminho. Algumas coisas muito importantes. Outras, nem tanto. Muitas, dispensáveis. Chega um momento em que a bagagem começa a ficar insuportável de ser carregada. Pesa demais. Nesse momento, o melhor mesmo é aliviar o peso, esvaziar a mala. Você examina o conteúdo e vai pondo para fora. Amor, amizade. Curioso, não pesam nada. Depois você tira a raiva. Como ela pesa! Na seqüência, você tira a incompreensão, o medo, o pessimismo. Nesse momento, você encontra o desânimo. Ele é tão grande que, ao tentar tirá-lo, ele é que quase o puxa para dentro da mala. Por fim, você encontra um sorriso. Bem lá no fundo, quase sufocado. Pula para fora outro sorriso. E mais outro. Aí você encontra a felicidade. Mas ainda tem mais coisas dentro da mala. Você remexe e encontra a tristeza. É bom jogá-la fora. Depois, você procura a paciência dentro da mala. Vai precisar bastante dela. E também procura a força, a esperança, a coragem, o entusiasmo, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância e o bom e velho humor. A preocupação que você encontrar, deixe de lado. Depois você pensa no que fazer com ela. Bem, agora que você tirou tudo da sua mala, deve arrumar toda a bagagem. Pense bem no que vai colocar lá dentro de novo. Isso é com você. E depois de toda a bagagem pronta, o caminho recomeçado, lembre de repetir a arrumação vez ou outra. O caminho é longo até chegar ao final da jornada, e você terá que carregar a mala o tempo todo. E quando chegar do outro lado, é bom que em sua bagagem tenha o máximo de coisas positivas, como boas obras, amizades, carinho, amor. Porque isso tudo não pesa na sua bagagem, enquanto na terra. Mas quando for colocada na balança da justiça, para além da existência física, pesará e muito, positivamente. A vida é uma grande viagem. Durante um tempo excursiona-se pelas paisagens terrenas. É um período para estudar, trabalhar, progredir. Um dia, retorna-se para a estação ritual'>espiritual. É o momento de contar as conquistas e as perdas. Os erros e os acertos. Que a nossa bagagem, nesse dia, possa estar repleta de virtudes, o bem praticado, afetos conquistados para nossa própria e grande felicidade. Momento Espírita

Sacudindo o pó


Não nos influenciemos pelos feitos alheios. Nossas atitudes devem realmente nascer de nossas inspirações mais íntimas, e não constituir uma forma de “reagir” contra as atitudes dos outros. Não permitamos que emoções outras determinem nosso modo peculiar de pensar e agir; caminhemos sobre nossas próprias pernas, determinando como agir “Quando alguém não quiser vos receber, sacudi o pó de vossos pés”. A recomendação de Jesus poderá ser assim inter­pretada: não devemos impor aos outros o constrangimento de con­vencê-los à nossa realidade, como se nossa maneira de traduzir as leis divinas fosse a melhor; nem achar que a Verdade é propriedade única, e que somente coubesse a nós a posse exclusiva desse patrimônio. Em muitas ocasiões, a título de aconselhar melhores opções e diretrizes, no sentido de esclarecer e priorizar a seleção de atitudes dos outros, que, na verdade caberia a eles próprios desempenhar, nós extrapolamos nossas reais funções e limites, transformando o que poderia ser esclarecimento e orientação em abuso e ocupação indevida dos valores e domínios dos indivíduos. Sentimos necessidade de “corrigir” opiniões, “indicar” cami­nhos, “induzir” experiências, privando as pessoas de exercer opções e de vivenciar suas próprias experiências. Deixando-as cair e se levantar, amar e sofrer, estamos, ao contrário, permitindo que elas mesmas possam angariar seus próprios conhecimentos e, dessa forma, estruturar sua maturação e crescimento pessoal. “Deixar casas e cidades que não nos ouvem as palavras” é demonstrar que não temos a pretensão de únicos possuidores da revelação divina e que, não fosse nossa intermediação, as criaturas estariam desprovidas de outros canais de instrução e conhe­cimento divino. “Reter o pó em vossos pés” é não ter a visão da imensidade e diversidade das possibilidades universais, que apóiam sem­pre as criaturas de conformidade com sua idade astral e sem­pre no momento propício para seu crescimento íntimo. A Vida Maior tem inúmeras vias de inspiração e revelação, a fim de conduzir os indivíduos a seu desenvolvimento espiritual; portanto, não devemos nos arvorar em indispensáveis dignitários divinos. Lancemos as sementes sem a pretensão de aplausos e re­conhecimentos, mesmo porque talvez não haja florescimento ime­diato, mas na terra fértil dos sentimentos humanos haverá um dia em que o campo produzirá a seu tempo. Ao aceitarmos as pessoas como indivíduos de personali­dade própria, respeitando suas opiniões, idéias e conceitos, até mesmos seus preconceitos, estaremos dando a elas um fundamental apoio para que escutem o que temos para dizer ou esclarecer, deixando depois que elas mesmas, conforme lhes convier, mudem ou não suas diretrizes vivenciais. Talvez o servo imprudente, arraigado no orgulho, esperasse louros dourados de consideração e entendimento de todos os que o escutassem, e que fosse amplamente compreendido em suas in­tenções, mas por enquanto, na Terra, o plantio é ainda difícil e as colheitas não são generosas. Há muitas criaturas intransigentes e rigorosas que não entendem, impõem; não ensinam, pregam; não amam, manipulam; não respeitam, criticam; e por não usarem de sinceridade é que fazem o gênero de “suposta santidade”. Portanto, se não formos bem acolhidos nos labores que desempenhamos na Seara de Jesus, silenciemos sem qualquer “reação” aos contratempos e aguardemos as providências das “Mãos Divinas”. Nesse afã, prossigamos convictos de nosso ideal de amor, pal­milhando, entre as realizações porvindouras rumo ao final feliz, nosso próprio caminho, cujo mapa está impresso em nosso coração. Pelo espírito de Hammed Renovando atitudes

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A nossa criança adormecida...

"Se vivemos atrás de uma máscara durante a nossa vida inteira, cedo ou tarde - se tivermos sorte - essa máscara será esmagada. Então será preciso que olhemos no espelho, enxergando nossa própria realidade. Talvez fiquemos apavorados. Talvez estejamos então olhando para os olhos aterrorizados de nossa própria criancinha, daquela criança que nunca conheceu o amor e que agora suplica atenção. Essa criança está sozinha, ficou esquecida antes mesmo de sairmos do útero, no próprio momento do parto, ou quando começamos a fazer as coisas para agradar aos nossos pais e aprendemos a manejar nossas melhores atuações para ganhar aceitação. À medida que a vida avança, continuamos a abandonar a nossa criança procurando agradar aos outros. Essa criança, que é a nossa própria alma, implora, por baixo do burburinho da nossa vida, muitas vezes imersa no cerne do nosso pior complexo, que digamos: você não está sozinha, eu amo você". Marion Woodman

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sexta feira santa

Gostaria de partilhar com vocês este texto que recebi como reflexão.
Bjss com carinho


"Hoje sexta-feira santa não é um dia de tristeza, hoje é um dia de reconciliação, de perdão, deixar para trás nossas arrogâncias nossos orgulhos fúteis, um dia para pensarmos na PAZ que Jesus nos deixou é um dia para transmitirmos AMOR ao nosso semelhante da mesma forma que Jesus nos dá. O que adianta cumprir todos os preceitos e resguardos desse dia, deixar de comer carne e outras coisas... se não há mudança de dentro do nosso coração, o maior pecado não é o que entra da boca para dentro e sim o que sai da boca para fora. Hoje é um dia para refletirmos em tudo que Jesus nos deixou e ensinou."

sábado, 24 de março de 2012

Outono em nós !


OUTONO EM NÒS !

No Outono as árvores perdem suas folhas.

Na vida também perdemos parte de nós.

Mas, assim como as folhas perdidas viram alimentos para a árvore, nossas perdas também devem se transformar em alimentos para nossa alma e nos ajudar a crescer e a florescer com mais força, com mais brilho, com mais cor.
Aproveitemos a tranquilidade do Outono para aquietar a mente e curar o coração, dando oportunidade para um novo florescer em sua vida.

Desconheço a autoria.

domingo, 18 de março de 2012

Além do que podemos carregar


Ouvimos, como motivação ou intenção de consolo, talvez mesmo um pequeno raio de esperança, que Deus não nos dá a carga além da que podemos carregar.
É assim que suportamos, passo a passo, os fardos que chegam a nós e as misérias que ouvimos, previstas há séculos, às quais recebemos sempre como algo surpreendentemente novo e assustador.
Não sabemos como vai ser o amanhã, mas nos sabemos cabeças nuas e sujeitas ao que vier. Não estamos preparados para a dor e desolação e jamais estaremos. Pés calejados não suportam melhor os calçados apertados. É assim que, mesmo "preparados" mal suportamos as cargas e com lágrimas as carregamos.
Sobrevivemos a elas e os que não sobrevivem é por que os limites foram atingidos. Se a dor vence a força é porque a paz estava no descanso eterno. Compreendemos mal essas verdades; vivemos mal essas verdades e se não aceitamos, aprendemos o que significa a resignação.
Grandes tragédias sempre existiram. Guerras, enchentes, terremotos, pragas e pestes, cidades inteiras destruídas já são citadas no Antigo Testamento... o que é diferente nos dias atuais são os meios de comunicação que tornam tudo imediatamente acessível, aos ouvidos e olhos. Se não sabemos, não sofremos; se sabemos e não vemos, sofremos menos.
Nosso amor a Deus não pode ser condicional ao que vivemos, por que o amor dEle não é condicional ao que oferecemos.

Isso não é uma palavra de consolo, nem uma pequena luz de esperança para o dia de amanhã, mas uma verdade que nos conduzirá ao sentimento de paz e à vida eterna.

Se as cargas são por demais pesadas e aparentemente insuportáveis e continuamos de pé é que ainda temos um caminho pela frente, para viver e estender a mão aos que carregam cruzes mais pesadas que as nossas.


Letícia Thompson