Hoje gostaria de partilhar este texto com vocês.
Muitas vezes nos deparamos com o verdadeiro significado Amélia,mulher de verdade.
O que ela tem de diferente com as mulheres atuais ?
Você se parece com uma Amélia ?
Bjss doces
Eliane
Amélia que era mulher de verdade. Eu sou apenas uma mulher. E gostaria de reinvindicar o direito de sê-lo.
Sou vaidosa. Uso baton pra dar cor à minha vida. Maquiagem para parecer mais bonita.
Não faço tudo com perfeição; alguns fios de cabelo branco, apesar de todas as tentativas para evitá-los, aparecem. Uso cremes pra retardar o envelhecimento e se à noite tenho dores de cabeça é porque me sinto cansada.
Nem sempre estou disponível e pronta e cometo erros. Me engano, como qualquer outro ser humano normal. Gosto de roupas, sapatos, jóias, perfumes e flores. Um minuto de atenção me faz ganhar todo o dia.
Sou sensível, fraca, frágil. Sou forte quando preciso. Minha única busca: o amor e tudo o que dele resulta: crianças, trabalho, dia-a-dia e felicidade. Mas vou além: quero segurança, andar de mãos dadas, ser pega no colo e ser chamada de rainha.
Minhas lágrimas me traem quando menos espero. E desespero. Detesto a solidão, a falta de atenção. Sou impaciente e não gosto de esperar.
Não quero ser objeto e nem ter dono.
Sou capaz, por mim mesma, amando, de me entregar de todo e ser fiel.
Sem amarras, simplesmente por amor.
Posso ferir, como todas as rosas. Mas perfumo também, dou encanto. Ilumino o amor como só as mulheres sabem fazer. Compenso, se assim posso dizer.
Há sempre um preço para a felicidade e tocar nela é aceitar pagar esse preço.
Sou uma Amélia dos tempos modernos.
Mais independente, sabendo o que quer.
E o que quero é ser eu mesma... COM CERTEZA!!!
Texto de Letícia Thompson.
MomenTUm
"A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério.
Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras."
( Albert Einstein )
sábado, 22 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
A Paz
Neste texto de Gandi,podemos refletir e entender que a Paz esta na união.
Gesto nobre,que depende apenas da vontade.
O mais perfeito ato do homem é a paz.
e por ser tão completo - tão cheio em si
mesmo é o mais difícil. O mais difícil ato
do homem é a paz. E sua exteriorização
aparente – sua gratuidade chocam.
A paz tem de ser adquirida naturalmente.
Por sobrevivência e deformação o
homem caminha pelo conflito. Constrói
o conflito e se engrandece a cada minuto
de falsa vitória. A paz para ser adquirida
depende apenas do próprio homem.
De seu ser integrado – realmente – no
mundo e caminhos que lhe são dados
a viver. A paz individual é um ato
universal. Antagônico e duro com os
tempos que vivemos; os tempos do
homem imperfeito. A paz é espiritual
e física. E só a compreensão da própria
deformação existencial; da guerra;
poderá dar seu sentido e dimensão.
é um ato criativo – único. Que tem
de ser adquirido e resguardado. Que
tem de ser acrescido e ampliado. Que
tem de ser tão natural que não
ofenda, tão solitário que não interfira
na liberdade, tão puro que não precise
ser explicado. A paz é ato nobre.
Não depende de nada – nem do tempo –
nem dos compromissos – nem da própria
vida. É um gesto tão nobre, tão livre que
depende apenas e exclusivamente da
vontade. A paz não é um ato estático.
é basicamente movimento e força. É um
processo continuo de descoberta individual,
a paz é ato corajoso. Não impõe
retribuição nem diferenças. É válido tanto
para a criança como para o adulto – é um ato
da própria natureza – sublimada, levada
avante com cuidado e coragem. A paz
como ato completo independe de quem
a proponha ou defenda. A paz é fantástica –
dimensional e formal, material e espiritual,
conceitual e aberta – resultado daquilo
que a natureza nos propõe gratuitamente.
A paz exige cuidado, é abstrata do tempo,
dá a sensação permanente de conquista
e vitória. É o único bem intransferível
e contínuo. É o único crescimento
válido. É a única forma de criação.
A paz é tão completa, tão perfeita,
Tão necessária que quando
atingida nos dá uma dimensão
cósmica, nos coloca em
frente à única verdade,
que da geração à
morte, em paz,
o ser humano é só.
GHANDI
domingo, 16 de janeiro de 2011
Amigos são luzes
Hoje ao abrir a minha página de uma rede Ning,me deparei com este texto,e gostaria de partilhá-lo com vocês.
Espero que gostem,e que toque ao coração como me tocou.
Bjss de luz
Eliane
Amigos são luzes!
Amigos são luzes que iluminam nosso caminho quando só vemos escuridão.
Luzes que nos fazem enxergar com clareza o que nos parece tão confuso.
Luzes que depositam em nossos olhos o brilho de um abraço-irmão.
Amigos são luzes de fogos de artifício celebrando nossas vitórias.
Luzes que nos revestem de brilho diante das coisas mais singelas.
A nos embalar o sono, luzes diáfanas, refletidas na janela.
Amigos são luzes coloridas que nos convidam a sonhar.
Luzes enfileiradas adornando nossa árdua trajetória.
Luzes que se convertem em lágrimas para ao nosso lado chorar.
Amigos são luzes vindas do mar em forma de pérolas, jóias reluzentes premiando a mais bela amizade.
Luzes de um palco encantado, que representa a verdade.
Amigos são luzes de vaga-lumes que voam alegres no quintal.
Luzes que iluminam nossa alma com seu belo cintilar.
Luzes mágicas, que convertem o mais rude casebre em palácio real.
Quem tem um amigo-luz é um ser abençoado.
Abençoada Eu Sou por Tua Amizade...
Texto de Sonia Ollé.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Atire a primeira flor
Quando tudo parece caminhar errado,
seja você o primeiro passo certo.
Se tudo parece escuro, se nada puder ser visto,
acenda a primeira luz.
Traga para a treva, você primeiro,
a pequena lâmpada.
Quando todos estiverem chorando,
tente você o primeiro sorriso,
Não na forma de lábios ardentes,
Mas na de um coração que compreenda,
de braços que confortem.
Se a vida inteira for um imenso não,
parta você na busca do primeiro sim,
Ao qual tudo de positivo deverá seguir se.
Quando ninguém souber coisa alguma,
é você mesmo, Corrigindo se a si mesmo.
Quando alguém estiver angustiado na procura,
observe bem o que se passa.
Talvez seja em busca de você mesmo
que este seu irmão esteja.
Quando a terra estiver seca,
que sua mão seja a primeira a regá la.
Quando a flor estiver murcha,
seja a primeira a separar o joio,
a arrancar a praga, a afastar a pétala, a acariciar a flor.
Se sua porta estiver fechada,
de você venha a primeira chave.
Se o vento sopra frio,
que seu calor humano seja a primeira proteção
e o primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa, e não estiver assado,
seja você o primeiro forno para transformá lo em alimento.
Não atire a primeira pedra em quem erra,
de acusadores o mundo está cheio.
Nem, por outro lado, aplauda o erro.
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu,
dê sua atenção primeiro para mostrar o caminho de volta,
compreendendo que o perdão regenera,
que é a compreensão edificada, que o possibilita,
e que o entendimento reconstrói.
Toda escada tem um degrau,
para baixo ou para o alto.
Toda estrada tem um primeiro passo,
para frente ou para trás.
Toda vida tem um primeiro gosto de existência ou de morte.
Atire pois, você, com ternura e vontade de entender,
quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor...
Desconheço o autor.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
O VÔO DOS URUBUS
Fazemos muitas caminhadas durante esta nossa existência. Olhos sempre atentos para a frente, observamos o que está ao nosso lado, ainda vez por outra torcemos o pescoço e olhamos para trás. E lá vamos nós seguindo nosso caminho.
Por que raramente olhamos para cima ? Decerto que nosso instinto de preservação nos mantém por demais atentos. Afinal, podemos tropeçar em algum obstáculo, cair dentro de uma vala ou pisarmos em algo que nos venha a ferir de alguma forma.
Observei isto com mais atenção quando caminhava manhã destas enquanto pensava no que escrever nesta coluna. Com os olhos voltados para o céu infinito observei um bando de urubus voando em círculos. Parei por alguns instantes para observá-los. Notei então que gradativamente eles iam ganhando mais altura. Alguns ainda voavam baixo mas todos mantinham de alguma forma o mesmo sistema de vôo. Todos voavam em círculos.
Ao atingirem uma certa altura, encontravam a corrente de ar que lhes era propícia e nela embarcavam e seguiam daí o seu destino. Logo depois alguns outros também embarcavam em outra corrente que se apresentava e seguiam na mesma direção. Sempre o embarque certo na corrente certa.
Pensei então em nós, os seres humanos. Por que tantas vezes embarcamos na corrente errada. Circulamos, circulamos e ainda assim, em muitas ocasiões, por imprudência, em outras por impaciência ou mesmo por ignorância escolhemos o vento da tempestade.
As boas correntes sempre estão a nossa volta e aos seres inteligentes que somos, nos foi concedido a opção da escolha, o livre arbítrio. A cada um de nós foram legadas as oportunidades de seguir o caminho da evolução, do bem viver. Mas, diferentemente destes nossos amigos alados, nós os seres inteligentes, por muitas vezes tomamos a direção errada ou passamos toda esta existência andando em círculos.
Siga o seu caminho adiante e encontre a sua corrente certa mas dedique sempre algum tempo desta sua vida para fazer uma pausa e voltar seus olhos e pensamentos para o céu. Lá sempre existirá uma mensagem para ser seguida.
Que os bons ventos o acompanhem.
(Warley Rodrigues)
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Duas bolas,por favor !
Nesses dias de calor,logo pensamos em tomar um sorvete para nos refrescarmos.
Mas o que teria por trás desse ato?
Danuza Leão relata com maestria o texto que irei postar.
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes, dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago...
Texto de Danuza Leão.
Mas o que teria por trás desse ato?
Danuza Leão relata com maestria o texto que irei postar.
Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes, dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago...
Texto de Danuza Leão.
A lua em verso e prosa
Sobre o mar a lua deitou sua lamúria
esparramou nas águas oceânicas sua fúria
cheia de si mesma
mingou até escurecer a própria face
tornou-se um quarto crescente
de gemidos e mágoas
envelheceu
até lembrar-se de que uma parte sua
ainda era nova
Lua cheia
lua minguante
lua crescente
lua nova
Lua que é meia
lua carente
canta suas dores
em verso e prosa
Ursula Avner.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O jardim secreto de cada um
Gostaria de compartilhar com vocês,este texto que recebi.
Todos nós temos um jardim secreto,uma necessidade de confinar nossos segredos.
Onde o encontro se torna real.
Eliane
Há dentro de todos nós essa necessidade de ter em algum lugar nosso jardim secreto, não onde vamos confinar nossos segredos, mas onde podemos ter um encontro real e exclusivo conosco.
Umas pessoas sentem mais essa necessidade que outras, mas estar consigo de vez em quando, interiorizar-se, colocar ordem nos pensamentos ou simplesmente abandonar-se, é vital ao equilíbrio de todos nós.
Em todo relacionamento onde o amor existe, esse espaço deve ser conservado como o limite de cada um. Os relacionamentos fusionais que ultrapassam essas barreiras acabam por destruir-se, pois amar é também respeitar que a outra pessoa tenha seu recanto, seus pensamentos e, por que não, seus próprios amigos, próprias idéias e sonhos.
As pessoas não precisam estar juntas cem por cento do tempo para provarem que se amam. Elas se amam por que se amam e pronto. Dar ao outro um pouco de espaço, um pouco de ar para respirar, é dar-lhe também a oportunidade de sentir falta de estar junto. E isso vale tanto para os amores como para as amizades.
As cobranças intermináveis, resultados de carências afetivas, acabam por sufocar a outra parte e cria na que pede, espera, implora, ansiedades que a tornarão infeliz, pois ela verá como desamor qualquer gesto que não corresponda ao que espera.
Amar é deixar o outro livre para ficar ou para se retirar. É respeitar seu silêncio e seu desejo de solitude. E é deixá-lo livre para ir e voltar quando o coração pedir, que isso seja numa cidade ou dentro de uma casa.
Nada impede que um grande e lindo jardim seja construído juntos e que de mãos dadas se passeie por ele, com o peito cheio de felicidade e a cabeça cheia de sonhos... mas ainda assim, o jardim secreto de cada um deve ser mantido como lugar único e que vai, no fim das contas, enriquecer as relações.
Texto de Letícia Thompson.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
A História do lápis
Essa história é uma boa reflexão de como olhamos a vida.
O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura perguntou:
-Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco
-E, por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
-Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial. E disse:
-Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
No entanto, a avó respondeu:
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo:
'Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Essa mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.
'Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
' 'Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
' 'Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.'
Desconheço a sua autoria .
domingo, 2 de janeiro de 2011
Felicidade Realista
Começar o ano com felicidade é tudo de bom !!
Recebi este texto e achei que era propício para primeiro post do ano de 2011.
Espero que gostem !!Beijos.
De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
Texto de Martha Medeiros.
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