MomenTUm


"A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério.
Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras."
( Albert Einstein )


domingo, 29 de janeiro de 2012

Proibido




É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro!

Pablo Neruda

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sorte ou mero acaso...


Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. É estar perto das pessoas que amamos que nos fazem bem e que nos querem bem. É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva e as mágoas, que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los. É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésio do tempo que você perdeu ao escutá-las.


Friedrich Nietzsche.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Resíduo


Carlos Drummond de Andrade

(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
(Resíduo)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Reflexão para o dia de hoje...

"A gente, às vezes, se afoba e se abafa desnecessariamente.

Os mais lindos bordados da vida são feitos com os fios de delicadeza que respeitam

a sabedoria amorosa do tempo do coração." (Ana Jácomo)



Beijos de luz

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O criado- mudo


Você tem criado- mudo no seu quarto??

Tudo começou quando resolvi me mudar do décimo para o quarto andar,aqui
mesmo, neste edifício da Alameda Franca. Um carrinho de supermercado seria
o suficiente. Queria fazer lá embaixo um lar, já que isso aqui virou um
vício.

E, como todo vício, tesão!

Lá no quarto andar, tem quatro apartamentos.

Eu não conhecia ainda os vizinhos quando o fato se deu. Passei o dia levando
coisas lá para baixo. Há dois dias faço isso, ajudado pela Cristina.

Uma das últimas viagens e lá ia eu com a Cris ao lado, descendo pelo
elevador. Carregávamos o criado-mudo. O criado-mudo tem uma gavetinha.

Quando a porta se abriu, havia duas famílias esperando. Meus vizinhos.

Pai, mãe, crianças e até uma avó. Foi quando eu estendi o braço para me
apresentar como o novo vizinho, que tudo aconteceu. E foi muito rápido.

Muito. Quando eu tirei a mão do movelzinho para cumprimentar aqueles que
agora são meus vizinhos, a gavetinha deslizou. Eu ainda tentei uma gingada
com o corpo pra ver se evitava a catástrofe, mas não adiantou. A filha da
puta estava indo para o chão, lisa como quiabo.

Estava indo para o chão com tudo dentro. E não existe nada mais indiscreto
que uma gavetinha de criado-mudo de um homem que mora sozinho. Ou mesmo que
não more. Ali você vai jogando coisinhas, papéis, coisas, enfim.

Coisas que só têm um destino na vida: a gavetinha do criado-mudo.

Entre a danada escapar do móvel e esparramar tudo pelo chão, não devem ter
sido nem dois segundos. Mas estes dois segundos foram sofridos. Neste
pedacinho de tempo tentei, em vão, me lembrar do que era que tinha lá dentro
e, consequentemente, toda a vizinhança ia ver. Além da Cristina.

Não deu outra. A gaveta caiu de quina e tudo voou. E voou tudo de cabeça pra
cima, tudo querendo se mostrar. Ar livre. Há quanto tempo aquilo tudo não
via a luz do dia, já que ficavam debaixo do abajur lilás. E não ficou tudo
amontoadinho, não. O material se esparramou legal pelo hall.
Diante do que vi no primeiro bater de olhos, a idéia foi pular em cima e
cobrir tudo com o corpo até todo mundo sumir dali.

Sim, na gavetinha do criado-mudo a gente joga tudo. Pelos meus cálculos,
devia ter coisas ali dos últimos cinco anos. Que, é claro, eu não saberia
dizer. Eu não tinha idéia do que é que estava indo para o chão e aos olhos
da vizinhança estupefata.

Um pedaço da minha vida estava ali, no chão, sujeito à visitação pública.

Uma vergonha.

E o pior é que não dava para pegar tudo de uma vez. Teve pilha que rolou
escada abaixo. Moedinhas rodopiavam sem parar, fazendo aquele barulhinho.

A primeira coisa que a Cristina recolheu foi um par de brincos
douradérrimos.
Que não eram dela. E eu não ia explicar ali, que eu não tinha a menor idéia
de quem fossem. Podiam estar ali há cinco, seis anos.

As crianças olharam para três camisinhas e deram-se sorrisos cúmplices.

Não foi bem este o olhar da Cris.

Aquele pequeno despertador quebrou o vidro. Estava parado às 10 e 10 do dia
23, sabe-se lá de que mês ou ano. Três edições da Playboy. Velhas. Uma da
Tiazinha. Constrangimento. Pra minha sorte, bem ao lado caiu a História da
Filosofia, de I. Khlyabich. E o livro daquela jovem namorada do Sallinger,
do Apanhador no Campo de Centeio. Amenizou um pouco. Trata-se de um
masturbador de campo de pentelhos. E as camisinhas eram de 98, tava escrito
lá. Limpou um pouco a barra. Um pouco. Sim, por outro lado, mostrava que
desde 98 que eu... Deixa pra lá.

Tinha o menu da minha aula de culinária de março. Naquele dia aprendi a
fazer crepe de pancetta e brie, com a professora Bia Braga, junto com o Frei
Betto, aluno também. Tinha procurado tanto o Guia de Acesso Rápido do
celular. Tava lá. Agora eu ia aprender a apagar os telefones vencidos da
caixa.

Meu Deus, o que é aquilo no pé do garoto? Viagra! E o filho da puta pegou e
mostrou para o pai, que me olhou com pena, com dó: tão jovem...

Tive que dar explicações: - Hehe, é o Jair, que é do 103, psicanalista,
amostra grátis, aí. Tem dois...

Já ia dar uma explicação da experiência que tinha tido com o que não estava
mais ali, mas achei que os pais não iriam ouvir de bom grado, diante das
crianças. Viagra é a maior sujeira, posso te garantir. Acho que não convenci
ninguém. Cris, com os alheios brincos na mão, escondeu o Viagra.
Vexame total. Mas isso era só o começo da minha vida esparramada no chão de
mármore.

- A conta da compra do computador que eu dei para a minha irmã.

- Duas pilhas Duracell que jamais saberemos se estão boas ou já usadas.

Esse problema de pilhas soltas me enlouquece.

- Sabe aquelas moedinhas de orelhão que não funcionam mais? Várias.

- Uma foto minha com a atriz Manoella Teixeira, abraçados na porta do Ritz

(isso foi há dois anos, fui logo explicando).

- Uma cartela de Lexotan, uma de Frontal e uma de Zoloft. Pronto, os
vizinhos não teriam mais dúvidas. Um louco deprimido se aproximava.

- Quatro canetas Bic que eu duvido que ainda funcionem.

- Uma capinha de celular que eu comprei há uns quatro anos e não serviu.

- Uma caneta dessas de marcar texto, aquela amarela, sabe? Seca, é claro.

- Um tubo de Redoxon, vencido há várias gripes.

- Um lápis sem ponta; aliás, dois.

- Um papelzinho com um telefone que jamais saberemos de quem é.

- Outro papelzinho com um telefone (procurei tanto... Agora não vai mais
adiantar).

- Um benjamim.

- Um tubo (suspeitíssimo) de Hipoglós.

- Mais uma cartelinha (quase vazia) de Frontal.

- Um disquete de computador sem nada escrito nele. O que pode ter aqui?

- Um par de óculos escuros que nunca foram meus.

- Umas cinco ou seis chaves que nunca saberei que portas abrir.

- Dois tubos de KY, que quem sabe o que é pode imaginar o meu ar de sem
jeito. E o cara do 43 levava jeito de saber, pela olhadinha que deu para a
esposa, que ficou vermelhinha. Ela devia gostar de KY.

- Um livrinho mandado (e escrito) por um leitor, com o nome Ser Gay é Ser
Alegre. Como explicar isso, de joelhos?

- E, para encerrar o meu derrame, um papel em branco com um beijo de batom
vermelho, bem no meio. Tentei dizer que era da minha afilhada, Maria Shirts,
mas não colou.

Fui recolhendo aquilo tudo, aqueles pedaços da minha vida e colocando de
novo dentro da gavetinha. E me levantei.

Entramos em silêncio no apartamento, eu certo de que ia começar uma nova
vida ali. Mas logo cheguei à conclusão de que a gente nunca começa nada, a
gente continua.

Ajeitei o criado-mudo ao lado da cama. Fiquei olhando para o indiscreto
móvel que eu achava mudo.

Mas que, em dez segundos, contara cinco anos da minha vida.

Mário Prata

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012 !!

Eu desejo a vocês amigos que estiveram comigo neste ano,muita luz e amor!!
Gratidão a nossa amizade !
Sabedoria sempre !
Bjss de luz
Eliane

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Contagem regressiva...faltam 4 dias para que 2012 possa nascer com força total.
Esse texto retrata bem !!
Bjss de luz
Eliane

FELIZ ANO NOVO- HAPPY NEW YEAR

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no
limite da exaustão.
Doze meses é tempo suficiente para qualquer ser humano se cansar e entregar
os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número
e outra vontade de acreditar que daqui pra adiante vai ser diferente....

...Para vocês, desejo o sonho realizado, o amor esperado, a esperança
renovada.
...Para vocês, desejo todas as cores desta vida, todas as alegrias que
puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.
...Para vocês neste novo ano, desejo que os amigos continuem cúmplices, que
suas famílias estejam unidas, que suas vidas sejam bem vividas!

Gostaria de lhes desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que vocês tenham muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam mover todos a cada minuto, rumo à
FELICIDADE!!!"

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O que eu não te desejo neste Natal


Neste Natal eu desejo que você não receba:

- abraços melosos de quem nunca ligou para você,
- carta de namorado(a) dizendo adeus,
- Carta de demissão do emprego (só se for muito ruim!)
- Palavras repetidas de quem vive “enchendo o seu saco”,
- Desejos de muita paz de quem fez da sua vida um inferno..
- Sorrisos amarelos de pura inveja de quem não suporta suas conquistas.
- Presentes que propositalmente foram dados para você se irritar, ou pagar mico.
- nada de indiretas, quem quiser falar algo que fale agora,
ou vá secar a língua no forno.

A lista de coisas que eu não te desejo pode ser imensa, mas vou parar por aqui.
E porque fiz ao contrário dos outros que passam para te desejar coisas boas?

Porque eu espero de coração que você já tenha assumido as rédeas da sua Vida.
Que você não esteja mais dependente de ninguém, de velhos amigos ou amores,
só se você ainda tiver menos de 10 anos e dependa dos pais.
De resto, eu só te desejo de verdade, que você amadureça neste Natal,
e ao invés de gastar seus dinheiro com quem ainda vai ridicularizar o presente,
gaste com você!
E se quiser mesmo lembrar do “aniversariante”, passe em um orfanato,
deixe um pouco do seu calor.
Passe num asilo, deixe um pouco do seu amor.
passe num Hospital e leve uma palavra, para o idoso e para a criança:
esperança.

E ao invés de encher a cara e dar vexames,
marque pontos com Jesus, acendendo a vela do Bolo Dele,
com um gesto único de solidariedade.
É só isso que eu te desejo.
Feliz Natal, feliz compartilhar.
Com Cristo de verdade.
Eu acredito em você


Paulo Roberto Gaefke

domingo, 4 de dezembro de 2011

Defeitos alheios







Este é um defeito que todos temos... sempre reparar nos defeitos das outras pessoas, e com uma enorme dificuldade para enxergar os nossos.

A esse respeito, recebi uma citação muito interessante, finalmente de alguém com nome, é de La Rochefoucauld, filósofo francês:

"Se nós não tivéssemos defeitos, não teríamos tanto prazer em notá-los nos outros"

Sem dúvida alguma, nosso jovem amigo está coberto de razão. É muito fácil e gostoso apontar defeitos e erros alheios, sempre esquecendo que também os temos e os cometemos.

Muitas vezes, julgamos uma pessoa por informações dela recebidas, sem termos o devido cuidado em verificar o fato, ou mesmo em constatar se a fonte geradora é inteiramente confiável. E como estamos sujeitos a erros.

Por vezes, acreditamos em alguém que pensamos ser nosso amigo, e acreditamos no que essa pessoa nos fala de uma terceira, e tomamos atitudes inconvenientes, das quais possivelmente acabaremos por nos arrepender no futuro.

Uma lição que a vida nos ensina é essa. Sempre devemos "checar" informações passadas, mesmo que por pessoas amigas. Por vezes tais pessoas, que julgamos amigas de verdade, distilam sua raiva contra eventuais inimigos e, por acreditarmos na sinceridade dessa amizade, tomamos certas atitudes contra seus "inimigos".

Muitas vezes o futuro nos mostra que os defeitos que nos foram apontados pelo amigo, não correspondiam à verdade. O bicho não era tão feio como nos fôra pintado. Muito pelo contrário... quem estava errada foi aquela pessoa, que nos parecia tão amiga.

O desagradável, é constatarmos que essa mesma pessoa, que citava uma infinidade de defeitos em outras pessoas, depois certamente fará o mesmo contra nós... descobrindo um monte de defeitos, e os apontando para quem ainda estiver a seu lado... e assim sucessivamente. Sempre procurando uma vítima para descarregar sua bílis.

O mais interessante é que, ao invés de procurarmos descobrir quais são os defeitos alheios, quais são os pontos fracos de outras pessoas, que procuremos verificar os nossos, vendo onde podemos nos corrigir para melhorar nossa auto-estima.

Fazendo uma análise profunda de nossa personalidade... muitas vezes tendo a humildade de perguntar aos amigos que defeitos eles vêem em nós, poderemos nos corrigir, melhorando nossa imagem.

Claro que temos que receber eventuais críticas contra nossas atitudes com reservas, pois podem não ser corretas, ser fruto de alguma observação mal direcionada. Por isso a importância de conhecermos nosso interior... se alguém nos aponta um defeito em nossa personalidade, façamos um estudo de nosso comportamento, e, descobrindo que realmente temos esse defeito... tenhamos a humildade de reconhecê-lo e mudarmos nossa linha de conduta.

Temos que nos acostumar com a idéia de que, ao apontarmos defeitos alheios, os nossos também estarão sendo apontados. Devemos sempre ter presente que ninguém é perfeito, e nem "dono da verdade", pois, o que é verdade absoluta para uns, não o é para outros. E todos tem direito à sua maneira de pensar, ao seu livre arbítrio.

Fala-se que política, futebol e religião, são assuntos que não se devem discutir. Não discuto, concordo, pois são realmente assuntos polêmicos, e cada qual tem seu ponto de vista firmado, ou quase. São assuntos que só devem ser abordados sob consulta, em havendo um pedido de opinião.

Assim como assuntos envolvendo comportamento humano. Cada qual tem seu ponto de vista. O que é certo para uns, é errado para outros. O que alguns apontam como graves defeitos, para outros podem ser virtudes. E daí, como ficamos? Não ficamos... só devemos respeitar a maneira de pensar alheia. Todos tem direito de acertar e errar.

Salvo se um erro alheio for nos afetar... Nesse caso, devemos nos defender.

Só para finalizar... sempre que formos apontar defeitos em outras pessoas, que tal pararmos para pensar um pouco nos nossos?


Marcial Salaverry

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PESSOAS SÃO PRESENTES


PESSOAS SÃO PRESENTES
Vamos falar de gente, de pessoas. Existe, acaso, algo mais espetacular do que gente? Pessoas são um presente. Algumas vêm em embrulhos bonitos, como os presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário. Outras vêm em embalagem comum. E há as que ficaram machucadas no correio... De vez em quando chega uma registrada. São os presentes valiosos. Algumas trazem invólucros fáceis. De outras, é dificílimo, quase impossível tirar a embalagem. É fita durex que não acaba mais... Mas a embalagem não é o presente. E tantas pessoas se enganam, confundindo a embalagem com o presente. Por que será que alguns presentes são tão complicados para a gente abrir? Talvez porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor e bastante vazio, bastante solidão. A decepção seria grande. Também você, amiga, e você amigo. Também eu, sou um presente para os outros. Você para mim. Eu para você. Quando existe o verdadeiro encontro com alguém, no diálogo, na abertura, na fraternidade, deixamos de ser tão somente embalagens e passamos à categoria de reais presentes. Nos verdadeiros encontros de fraternidade acontece alguma coisa comovente e essencial: mutuamente nós vamos desembrulhando, desempacotando, revelando... Você já experimentou essa imensa alegria da vida? A alegria profunda que nasce do fundo da alma, quando duas pessoas se encontram, virando presente uma para a outra? Conteúdo interno é segredo para quem se deseja tornar-se presente aos irmãos de estrada e não apenas embalagem... A verdadeira alegria que a gente sente e não consegue descrever, só nasce no verdadeiro encontro com alguém!

Desconheço a autoria.